quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Rivaldo e o provavél, quase certo, fracasso.



O São Paulo procurou durante os últimos anos um dono para a camisa 10. Hernanes foi o último a vestir a lendária numeração, entretanto essa honra era mais por ser o melhor jogador da equipe do que pela posição, em tese o número pertence ao meia, e Hernanes era volante.

A camisa que já foi usada por Raí e Pedro Rocha andava carente de um dono digno. A primeira partida do São Paulo em 2011, foi em Mogi Mirim, que tinha como presidente e jogador o pentacampeão Rivaldo. Ele não jogou, mas foi convidado por Rogério Ceni para fazer parte do elenco do clube. A camisa 10 finalmente tinha um dono legítimo. Porém, a idade era o peso maior, afinal 39 anos em tempos de futebol de velocidade e vigor físico dificultam o jogo.

Rivaldo demorou para estrear, passou apagado no Paulista. O relacionamento com o antigo treinardor, Carpegianni, era ruim e ficou explícito, após a eliminação para o Avaí na Copa do Brasil o camisa 10 deixou clara a insatisfação por não ser utilizado, o que gerou a demissão do treinador pouco depois.

A torcida gosta muito do jogador, acreditava que ele poderia ser útil, o novo treinador, Adilson Batista, estava praticamente obrigado a colocar o jogador no time titular. Colocou, não gostou, tirou, Rivaldo reclamou publicamente, usou de novo.

Rivaldo foi titular diante Cruzeiro e Inter, 3x3 e 0x0, teve atuação discreta, pouco participou, se esgotou fisicamente e ainda teve azar, contra os mineiros, duas faltas que cometeu resultaram em gols dos adversários. Contra os gaúchos, perdeu um gol e participou do lance onde contundiu o companheiro de time João Felipe.

Rivaldo parece ter medo da aposentadoria, parece ter medo de perceber que não tem condições físicas. O meio não é mais seu lugar, lá produz muito pouco, é engolido pelos volantes adversários, tem um pouco mais de força quando está entre os zagueiros, mas nunca foi um grande finalizador dentro da area. Provavelmente, não mostrará mais do que vem mostrando, uma pena, pois eu torcia muito para que jogasse ao menos 10% doque um dia foi. Agora terá concorrência, pois Lucas e Cañete estão de volta ao time e são concorrentes na mesma posição. No ataque, o leque de opções é enorme, Fernandinho, Henrique, Willian, Dagoberto, Marlos e Luis Fabiano. Assim, a tendência é que, em pouco tempo, Rivaldo perderá espaço no time e deverá ter sacramentado seu fracasso com a camisa Tricolor.

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