O empate em 1x1 no Pacaembu foi o resultado que garantiu a inédita final da Libertadores para o Corinthians. O Santos precisava vencer para, ao menos, levar o jogo para as penalidades. Porém, o Santos precisava de atitude para virar o jogo, pois a vantagem adversária era grande.
O Peixe entrou com uma postura mais ofensiva, ao menos a escalação de três avantes sugeria essa mudança de postura. Porém, na prática, isso não aconteceu. O meio-campo que teve uma semana para se recuperar de cansaço pouco fez. Arouca, Ganso e Elano nada lembram os jogadores que foram em dias não tão distantes, com isso o meio-campo corinthiano, menos talentoso, mas mais participativo, envolveu o adversário, forçou os erros de passe. As jogadas não fluíam e o Timão teve boas oportunidades em contra ataques rápidos. O Santos teve apenas uma oportunidade quando Ralf saiu para se tratar, surgiu o espaço e Neymar criou a jogada passando para Kardec, ele cruzou, Borges desviou e Neymar conferiu. O Santos não fazia bom jogo, mas saia na frente.
As penalidades até eram uma boa para o Santos, mas a casa caiu logo a dois minutos da segunda etapa. Alex cobrou falta, a zaga santista falhou e Danilo, na Libertadores ele destrói, finalizou de pé esquerdo, sem a menor chance para Rafael. O empate foi um banho de água fria nos santistas, primeiro pelo golpe, segundo que a má partida santista desqualificava a esperança de fazer dois gols diante da concentração do rival. O jogo truncado irritou os santistas, teve empurrão em gandula, que não sei se mereceu ou não, mas em geral os gandulas retardam a devolução e também provocam o rival, claro que o jogador não pode fazer o que Adriano fez, é preciso ser profissional, além da graça que fez o bandeira Altemir Haussman ao usar o spray bem no fim do jogo, os atletas santistas já irritados ficaram ainda mais nervosos em campo.
O Timão comemorou a inédita passagem para a final. O técnico Tite faz um trabalho estupendo, junto com um grupo que não é pungente em talentos, mas é esforçado, disciplinado e de uma humildade grande para com seu rival e seguindo assim, tem condições de dar esse passo na história do clube. O Santos precisa rever conceitos, rever o elenco, saber o motivo da queda de rendimento de alguns jogadores, tentar ver se a filosofia de Muricy Ramalho ainda encaixa com a do clube, porém o Peixe ainda tem mais craques que os outros e isso pode ser o diferencial no Brasileirão.
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