O clube se destacou no cenário mundial contando com jogadores sensacionais. Araken Patuska e Feitiço foram os primeiros. Porém, nos anos 50 quando um jovem negro e franzino chegou de Bauru foi que o Peixe passou a dominar o futebol nacional, Pelé começou a ser peça fundamental de um clube que já contava com jogadores capacitados como Zito, Pepe, Dorval, Pagão e Jair da Rosa Pinto. A equipe começou quietinha levando títulos paulistas, mas de repente emendou um esquadrão que passou a conquistar títulos nacionais. A linha atacante mais famosa do Brasil, Dorval, Mengalvio, Coutinho, Pelé e Pepe garantiu conquistas e mais conquistas, Paulistas, Taça Brasil e Torneios Rio-SP eram vencidos com assombrosa demonstração de força. Tanta qualidade ultrapassou os limites brasileiros e ganhou a Libertadores da América em 1962 e 1963, foi o Santos que abriu os caminhos brasileiros na competição, numa época em que não havia televisão e a pressão perpassava o campo de jogo. Porém, não parou aí aquela equipe ganhou o mundo e teve o respeito dos Europeus ao parar o Benfica e o Milan na disputa do mundial de clubes. O que rendeu fama internacional, convites para amistosos ao redor do mundo e até a suspensão temporária de uma guerra na África para ver um jogo do Santos.
No final dos anos 60 aquele esquadrão deu lugar a outros promissores, casos de Clodoaldo, Lima, Edu, Ramos Delgado, Toninho Guerreiro. Que mantiveram o Santos no pique das conquistas. Em 1973 chegou ao fim a era Pelé e uma nova era se iniciava foi a vez de Pita, Juary, Rodolfo Rodriguez, Nelsinho, Paulo Isidoro, Serginho Chulapa e Zé Sergio apresentarem a primeira versão dos meninos da Vila. Porém, após o Paulista de 1984 a equipe desandou e amargou anos longe das grandes conquistas. Em 1997 conquistou a primeira taça em 13 anos, ao vencer o, já desvalorizado, torneio Rio-SP e em 1998 levou a Taça Comenbol, mas mesmo para a torcida o Peixe merecia voos mais altos. Quando o time se afundou de vez foi que as grandes conquistas retornaram, o Santos ressurgiu das cinzas quando deixou de apostar em medalhões como Edmundo, Marcelinho Carioca, Rincon, Cleber e Odvan e precisou da base, e lá estavam Diego, Robinho, Elano que junto a outros jogadores até então desconhecidos como Léo, Alberto, Maurinho, Renato fizeram um time que espantou e foi campeão brasileiro de 2002. Daí pra frente a equipe deslanchou, vice da Libertadores 2003, campeão nacional em 2004, bi-campeão paulista de 2006/2007. Teve pequenos períodos de dificuldade, mas em 2010 o sonho voltou agora Ganso, Neymar são a nova geração de meninos que já levaram um paulista, uma Copa do Brasil e uma Libertadores para a Vila e tem capacidade para muito mais.
O Santos não é uma fábrica de craques, muitos jogadores de nível ruim já atuaram lá, mas a capacidade de ressurgimento, aparição de talentos inexplicáveis e destinação para ser gigante tornam o Peixe forte. Apesar dos 100 anos, a ousadia do futebol e do cabelo de Neymar mostra que o clube é jovem e que meninos, mesmo aos 100 anos, jamais envelhecem. Parabéns Santos Futebol Clube, como diz o hino um orgulho que nem todos podem ter.
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