No último final de semana, o Campeonato Paulista teve a última rodada da primeira fase. Um torneio que foi longo demais, 19 partidas por equipe e 20 clubes causam irritação, impaciência, tornam o campeonato chato, enfadonho, ruim e nada interessante. Alguém pode argumentar que o Campeonato Brasileiro também possui 20 equipes, mas no torneio nacional o nível e tradição das equipes é maior. No Paulistão, as equipes interioranas estão cada vez mais fracas, não se preparam corretamente e o reflexo se deu nos resultados escassos de vitória sobre os grandes.
Os grandes que deveriam ser protegidos são expostos pela Federação Paulista que os obrigam a jogar contra jogadores mais limitados, com menos recursos e que, por vezes, só podem recorrer a faltas para conseguirem jogar. Fora isso, os campos com bastante falhas, a falta de preparação adequada e o acúmulo de jogos causam um assustador número de contusões. Não só o Paulistão, todos os campeonatos estaduais estão desfalcando os grandes times do Brasil. Não sou contra os estaduais, apenas acho que os clubes grandes são diferenciados e, portanto, devem ser protegidos tendo uma participação menor, entrando numa segunda fase, mais aguda. Nesse formato atual, apenas os clássicos chamam a atenção.
O fato é que o Corinthians terminou na liderança, vencendo a disputa, ponto a ponto, com o São Paulo. O time de Tite enfrentará a Ponte Preta. A oitava colocação do time campineiro foi frustrante, ainda mais pela equipe fazer parte da divisão de elite nacional. O São Paulo ficou em segundo, o que não é nenhum demérito visto que o time ainda está em formação e sofreu com as contusões. O Tricolor terá pela frente o Bragantino, confronto complicado mas que o time do Morumbi tem obrigação de vencer. O Santos, motivado pelo centenário, enfrentará o Mogi Mirim. O time de Mogi é jovem e é o melhor time do interior, o artilheiro Hernane pode surpreender, mas o normal é uma vitória do Peixe e com facilidade. O Guarani, com uma equipe jovem e o bom comando de Vadão ficou em quarto, de forma surpreendente. Agora terá a vantagem de jogar em Campinas contra um Palmeiras, ainda favorito, mas em má fase e é o jogo mais complicado para um grande.
Porém, apesar dos jogos desinteressantes, o torneio começa a ficar mais forte agora e todo o jogo colocará a tradição e força do Estado de São Paulo e de seus clubes frente-a-frente. Vai fever.
Só um adendo. A Portuguesa fez um papelão, o rebaixamento para a Série A2 é uma vergonha para a equipe que tinha sido tão exemplar ao vencer a segunda divisão nacional ano passado. Com que cara irá jogar a Serie A nacional no restante do ano?
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