São Paulo e Santos foram ao gramado do Morumbi com visões diferentes em relação ao jogo. O Tricolor ainda em busca de uma formação, buscando adquirir confiança entre os jogadores e com a torcida. O Santos, já consolidado, atribuia importância moderada, tanto que evitou um time misto, levou os titulares mesmo cansados da estenuante e agressiva jornada diante do Juan Aurich do Peru. Para o São Paulo vencer o Santos era a prova de que pode vencer adversários de maior calibre.
Quando a bola rolou, a impressão foi de que o Peixe foi surpreendido, esperava uma partida mais "estudada", mas viu um São Paulo ofensivo e que sufocou as tentativas santistas. O meio campo funcionou com os três volantes, Denilson, Casemiro e Cicero marcando muito e aparecendo para jogar. A mudança foi que Denilson fez uma partida mais recuado, desceu menos e conseguiu proteger melhor a defesa. Rodrigo Caio teve a espinhosa tarefa de marcar NEymar, mas o volante/lateral, de apenas 18 anos, deu conta do recado, não usou de violência em nenhum momento.
O Santos demorou para engrenar, mas manteve o time titular. Com a lentidão do Peixe, o São Paulo amassou o Santos na defesa. Teve, no mínimo, 6 chances reais de sair na frente e fazer ao menos 3x0 antes dos 30 minutos da primeira etapa. Porém, só precisou do segundo chute a meta para abrir o marcador, Casemiro chutou, a bola acertou a cabeça de Edu Dracena e enganou Rafael. Ainda atordoado, o Santos viu as arrancadas e da força do meio campo do São Paulo. O Peixe só deu sinal de vida aos 30 minutos quando Borges obrigou boa defesa de Denis.
Lucas começou a aparecer, na velocidade, no drible certo, criou duas jogadas perigosas. Enquanto isso Neymar quase empatou em bola que Rhodolfo travou. O camisa 11, passou a vencer o duelo com Rodrigo Caio, na primeira ambos puxaram a camisa, mas o juiz deu amarelo pro sãopaulino, depois o camisa 25 chutou Neymar e ali já era pra ser expulso, porém o apitador não deu.
Na segunda etapa Leão deveria ter tirado o lateral, mas preferiu esperar e aí Rodrigo Caio fez uma falta, Neymar fez um teatro e, de forma tardia, o juiz deu outro amarelo e o ala/volante foi embora. Piris entrou no lugar de Jadson e acertou a defesa. Porém, na falta, Denis falhou e Edu Dracena empatou. O Peixe cresceu e o Tricolor passou a se defender e buscar contra-ataques. Lucas roubou a bola e fez tabelinha com Luis Fabiano, o camisa 9 mostrou boa forma física chegou na cara do goleiro Rafael e se atirou, a arbitragem marcou pênalti, para mim não houve a penalidade, mas se o juiz considerou que houve era para expulsar o arqueiro santista, o zagueiro Durval e o volante Adriano também deram entradas fortes que poderiam render cartões vermelhos. Luis Fabiano bateu bem e fez 2x1.
Na dificuldade Neymar cresce, fez grande jogada que Denis espalmou, depois na única bobeira do sistema defensivo tricolor, recebeu belo passe driblou Denis e empatou, na terceira, levou de vencida Piris e chutou para fora. Edson Silva entrou e Luis Fabiano saiu, assim Leão liberou Cortez para atacar, o Santos pôs Alan Kardec e colocou Arouca como lateral, aí ele errou e Lucas acelerou livre, cruzou e Cortez mandou na trave, no rebote Lucas, em impedimento, fez 3x2. Embora a arbitragem tenha errado, esse lance foi rápido demais e assim fica absolvida a falha do trio.
O São Paulo fez uma grande partida, digna da grandeza da equipe, todos os jogadores, até o limitado Paulo Miranda fizeram um grande jogo e o time se anima já que seus principais nomes começam a ter confiança. O Santos estava cansado, mas não ´e desculpa, jogou bem, mas abaixo do que pode.
O resultado foi justo pelo volume d ejogo que os tricolores tiveram.
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