segunda-feira, 26 de março de 2012

Mais uma morte e daí?

Novamente um jogo fútil de futebol que não vai mudar a vida de ninguém vira pretexto para a morte e a selvageria. Torcedores de Palmeiras e Corinthians se enfrentaram nas ruas de São Paulo. O saldo foi a morte de um torcedor de 21 anos e o espancamento de um garoto de 17 anos. Porém, nada vai mudar. As facções que expulsam os bons torcedores, as famílias, as crianças do estádio estão cada vez mais fortes, protegidos pela impunidade, pela banalização da violência e da morte. Vão, aos poucos, eliminando o gosto pelo esporte, pela brincadeira, transformam o resultado em coisa supérflua, semeiam o ódio entre os torcedores e promovem a guerra. O futebol fica cada vez mais cinza e sem sentido.
As Organizadas vão expulsar o torcedor comum do estádio, aliás esse é o plano. Tirar de nós o direito de assistir o jogo, de ensinar aos nossos filhos que o esporte pode ser saudável. Já não podemos sentar ao lado de um amigo de outra torcida, depois não poderemos sair para o estádio e depois nem poderemos sair com a camisa do nosso time na rua. Aí quando o futebol acabar, eles arrumarão outro motivo para se matarem. Qualquer ideologia extrema é burra e redunda em ódio. Dizem que essas torcidas possuem projetos sociais, que se ajudam, mas a bem feitoria é mínima diante dos malefícios.
Falta uma lei dura com relação a isso, prisão e punição aos envolvidos. A verdade é que muita gente defende a existência dessas organizações, muitos tem vantagens com relação a ingressos e aproximação com jogadores e diretores. A verdade é que, infelizmente, mais gente vai morrer por uma coisa tão ridícula quanto uma partida de futebol.

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