terça-feira, 13 de março de 2012

Ricardo Teixeira caiu. E daí?

Após 23 longos anos, Ricardo Teixeira deixou a presidência da CBF. A entidade máxima do futebol nacional acabou de se livrar de um ditador, capaz de negociar privilégios, impedir o livre acesso da imprensa e usar o poder a seu favor. Fazia isso com a conivência dos clubes e das federações e uma resistência silenciosa e tímida de alguns clubes.

O fato é que a renuncia de Teixeira não veio por um clamor dos envolvidos ou por uma revolução no futebol nacional, nada disso, veio apenas devido ao fato de sua relação com a FIFA estar estremecida, pelas denúncias de corrupção e pela diverticulite. Assim, José Maria Marin assume até 2015, era um dos vices, foi o mesmo que embolsou uma medalha na premiação dos campeões da Copa SP de 2012. Sua relação próxima com Teixeira indica que nada vai mudar, ao menos por agora na CBF. Os dirigentes que eram submissos, caso briguem pelo poder, não tem a menor moral para se mostrarem diferentes, pois apoiavam as bobagens da CBF. Os dirigentes de clube, impediram uma tomada de poder quando permitiram que as rivalidades sobrepusesse o desejo de um futebol forte. Os clubes, que hoje só pensam em si, não estão minimamente organizados para sugerir um nome para equacionar os interesses dos times com os da confederação. Isso indica que dificilmente as coisas vão modificar.

A saída dessa figura nefasta foi benéfica, mas existem outras figuras ávidas por poder casos de Andrés Sanchez e Marco Polo Del Nero que tem a mesma ideia reacionária e oportunista do antecessor. A situação que se desenha é igual a de alguns países da África e do Oriente Médio, apenas se substitui velhas ditaduras por alguma mais nova.

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