Porém, mais importante que o resultado é a festa. Quando uma equipe faz 100 anos, o futebol comemora, mas a torcida daquele determinado time faz a festa para si e apenas isso. Quando se comemora essa marca em um jogo específico, aí está a essência do futebol. Quando se reconhece um grande confronto, se admite que o adversário é tão grande quanto o seu time e, também, por causa desse rival a grandeza de seu clube é confirmada.
A visão parece confusa mas é simples. Uma equipe grande não é grande sozinha, tem que ter um rival a sua altura. Para um jogo ser clássico, é preciso que os dois times se equiparem em nível de grandeza, títulos ou história. Um clássico se refere a respeito, respeito entre camisas. A beleza do futebol está nesse respeito, as vezes sublimado em forma de rivalidade. No fundo, por mais que o torcedor adversário negue, o time rival é peça importante no seu amor.
O bom torcedor tem que enxergar além do ódio ao rival que tem sido tão massificado. O bom torcedor precisa aprender que sem o rival, a história de seu clube poderia ser menor, menos gloriosa. O futebol só existe por conta da existência do adversário. Sem adversário não há esporte.
As torcidas de Flamengo e Fluminense provaram que é possível fazer um duelo, com respeito, rivalidade, mas acima de tudo civilidade. Se todos os clássicos fossem assim veríamos menos agressividade e violência por aí.
Nenhum comentário:
Postar um comentário