quarta-feira, 4 de julho de 2012

Como o corinthiano sonhava


Os adversários diziam ser 102, os corinthianos diziam 52 anos, a realidade é que a fixação corinthiana pela Libertadores começou em 1991 justamente diante do Boca Juniors. Nesta noite de quarta, o Boca Juniors estava no caminho da Taça em 2012. Quis o destino que o primeiro algoz, fosse a última vítima do sonho corinthiano.
Após um empate em 1x1 no primeiro jogo em La Bombonera, o Pacaembu esteve cheio para ver o Corinthians, jogar, correr, brigar e levantar a taça, a primeira Libertadores da equipe. A vitória por 2x0 não deixou dúvidas do merecimento da conquista, ainda mais de forma invicta. O Timão derrubou os já campeões da América, Vasco, Santos e Boca Juniors, ou seja, todo o corinthiano sonhava em vencer assim, incontestável. Pra silenciar os adversários e finalmente dar o sabor dessa conquista.
Durante os 90 minutos o Corinthians foi superior ao Boca Juniors. Somente a fraqueza psicológica tiraria o título da Fiel. A fraqueza não veio, veio a fortaleza. O primeiro tempo foi feio, pouco jogado, cheio de bolas altas, mas o Boca não assustava no ataque e o Corinthians já merecia uma chance maior. Na segunda etapa, o sonho passou a se materializar quando Danilo, esse é predestinado em Libertadores, achou de calcanhar Emerson que abriu o marcador. O Boca Juniors tentou pressionar, mas Emerson surgiu em velocidade e aumentou. Fim de papo. Campeão com méritos.
Lembro que em 2010 na eliminação diante do Flamengo, escrevi uma coluna falando que o lado emocional sempre prejudicou a equipe na competição, que o time precisava vencer esse lado para vencer a Libertadores. O Timão finalmente venceu o seu lado psicológico e comemora com toda a razão do mundo. O sonho acabou, virou realidade.

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