Os
adversários diziam ser 102, os corinthianos diziam 52 anos, a
realidade é que a fixação corinthiana pela Libertadores começou
em 1991 justamente diante do Boca Juniors. Nesta noite de quarta, o
Boca Juniors estava no caminho da Taça em 2012. Quis o destino que o
primeiro algoz, fosse a última vítima do sonho corinthiano.
Após
um empate em 1x1 no primeiro jogo em La Bombonera, o Pacaembu esteve
cheio para ver o Corinthians, jogar, correr, brigar e levantar a
taça, a primeira Libertadores da equipe. A vitória por 2x0 não
deixou dúvidas do merecimento da conquista, ainda mais de forma
invicta. O Timão derrubou os já campeões da América, Vasco,
Santos e Boca Juniors, ou seja, todo o corinthiano sonhava em vencer
assim, incontestável. Pra silenciar os adversários e finalmente dar
o sabor dessa conquista.
Durante os 90 minutos o Corinthians
foi superior ao Boca Juniors. Somente a fraqueza psicológica tiraria
o título da Fiel. A fraqueza não veio, veio a fortaleza. O primeiro
tempo foi feio, pouco jogado, cheio de bolas altas, mas o Boca não
assustava no ataque e o Corinthians já merecia uma chance maior. Na
segunda etapa, o sonho passou a se materializar quando Danilo, esse é
predestinado em Libertadores, achou de calcanhar Emerson que abriu o
marcador. O Boca Juniors tentou pressionar, mas Emerson surgiu em
velocidade e aumentou. Fim de papo. Campeão com méritos.
Lembro que em 2010 na eliminação
diante do Flamengo, escrevi uma coluna falando que o lado emocional
sempre prejudicou a equipe na competição, que o time precisava
vencer esse lado para vencer a Libertadores. O Timão finalmente
venceu o seu lado psicológico e comemora com toda a razão do mundo.
O sonho acabou, virou realidade.
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