quinta-feira, 12 de julho de 2012

Seria o UFC tão mau assim?

Algum tempo já se passou desde a vitória do brasileiro Anderson Silva sobre o americano Chael Sonnen no UFC 148 realizado em Las Vegas nos Estados Unidos.

O UFC é uma categoria de luta, um torneio de artes marciais mistas. Gera um bom montante de dinheiro e se popularizou pelo mundo. A competição se transformou, ganhou categorias, ganhou regras e virou fenômeno de arrecadação. Em um passado não muito distante, o UFC se restringia ao Japão e os lutadores brasileiros faziam grande sucesso por lá.

O UFC foi ganhando o mundo até chegar aqui no Brasil. A atração é tanta que três edições foram no Brasil e uma quarta ainda acontecerá nesse ano de 2012. Porém, a modalidade gera discussão por aqui. Muita gente entende como esporte, uma outra parcela não gosta e acredita que as pessoas, em especial crianças, seriam influenciadas por uma violência explícita.

Eu sou de uma corrente mais favorável ao UFC. É uma competição, tem regras, exige dedicação dos atletas, preparação, conhecimento das artes marciais, técnica entre outras qualidades. Para o público pode servir de válvula de escape da agressividade interna e, talvez por isso, seja tão popular. O ser humano, em seu processo evolutivo, sempre teve uma porção de agressividade, caso não tivesse não chegaria vivo até aqui como espécie. A vida em sociedade obrigou a espécie a sublimar seus impulsos agressivos, umas pessoas tem impulsos menores, outras maiores, isso varia de pessoa para pessoa. O fato é que o UFC pode ser essa válvula de escape para a sociedade, por isso chama tanto a atenção.

Com relação as crianças o UFC serve para que elas se interessem por artes marciais que entre outras qualidades, trabalha concentração, disciplina e outras qualidades importantes para a vivência em sociedade. Sendo bem mais educativo do que vídeo-games e novelas que a sociedade não questiona tanto na relação.

Acho que o sucesso do UFC significa alguma coisa que vai além do simples ato de socar o adversário. É um grande show de entretenimento que pode trazer mais benefícios do que malefícios.  Induz menos agressividade do que o futebol por exemplo que vive em brigas de torcida e cenas de desrespeito como quem tem facebook vive presenciando.

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