Perto do fim do campeonato os cargos de treinador começam a ser mexidos. Basta uma sequência de maus resultados ou se assustar com o rebaixamento para o treinador ser demitido, muitas vezes sem o menor respeito pelo trabalho realizado.
A primeira vítima foi Marcelo Oliveira que apesar de levar o Coritiba a duas finais de Copa do Brasil seguidas, grande feito em um time mediano e com menos recursos. Marcelo era a continuidade de um trabalho extremamente bem feito que começou com Renê Simões, passou por Ney Franco e continuava com Oliveira. A demissão vai ter que fazer o planejamento todo se reiniciar com Marquinhos Santos, basta ver se ele conseguirá repetir o sucesso dos antecessores.
Marcelo logo encontrou emprego. Cristovão Borges caiu no Vasco, mesmo entre os quatro melhores do torneio, algumas derrotas, após uma queda de qualidade no elenco vascaíno com a saída de atletas importantes, o treinador não resistiu aos 4x0 sofridos para o Bahia. O trabalho que iniciou após o AVC de Ricardo Gomes, acaba abreviado de forma prematura, a sorte é que Marcelo Oliveira é um ótimo profissional.
A única demissão que concordei foi a de Felipão. Ele conseguiu tirar tudo que podia do limitado time palmeirense na Copa do Brasil e foi campeão. Lamentavelmente, enquanto brigava pela taça, deixou de lado o Brasileirão e esses pontos desprezados fazem falta agora. A derrota contra o Vasco jogou o Palmeiras para a vice-lanterna, há sete pontos do primeiro fora do rebaixamento. O resultado disso tirou Felipão do cargo.
Felipão perdeu o controle sobre o grupo e o fato de nunca ter sido um técnico capaz de diferenciar táticas e abandonar o estilo mais duro de jogo eram barreiras numa recuperação. Talvez um treinador de estilo mais brando dê nova perspectiva. A situação palmeirense é desesperadora. Para piorar lá vem o Corinthians no domingo.
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