quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Durval e a banalização da Seleção Brasileira

Confesso que tenho pouca empatia com a Seleção Brasileira. São poucas as oportunidades em que o nacionalismo fala alto em mim em relação ao futebol, admito certa empolgação apenas em Copa do Mundo, no mais o selecionado parece mais um estorvo do que algo que deva ser motivo de orgulho.

Esse sentimento não é apenas meu, mas de boa parte do povo brasileiro, relação que foi estremecida depois da Copa de 1998 e nem mesmo a conquista de 2002 foi capaz de abrandar essa relação. Dez anos depois da última Copa do Mundo vencida, o brasileiro continua distante da Seleção. A questão toda são os motivos e são legítimos. 

O maior deles é a influência negativa sobre os clubes, principalmente pelo desrespeito as datas FIFA e um calendário que tira dos clubes seus principais atletas em momentos decisivos e isso é fatal para qualquer torcedor. Fora isso, amistosos longe do Brasil, convocações estranhas, técnicos pouco populares e banalização da camisa do selecionado são fatores que contribuem.

Esse amistoso fajuto diante da Argentina erroneamente chamado de superclássico é um exemplo de banalização da camisa. A partida não tem importância alguma, nem mesmo é um teste. A ausência dos grandes nomes que atuam na Europa esvazia a partida que costuma ser chata. Eis que vem a convocação e me deparo com Durval na lista, nada contra o zagueiro santista, mas quais as chances dele ter alguma sequência?  

Parece aquele tipo de convocação ao acaso, do tipo não tem tu, vai tu mesmo. Essa banalização é complicada, Seleção é a nata, aquilo que há de melhor ou deveria ser assim. Durval é um grande cara, disciplinado e bom profissional, mas tecnicamente está longe de se candidatar a vaga na Seleção. O único atenuante é que o tal superclássico é um supermico. 

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