A queda para a Segunda Divisão era quase certa para o Palmeiras,
principalmente pelos vacilos em casa. A derrota contra o Coritiba foi
o primeiro sinal do apocalipse verde, até pela facilidade com que o
Palmeiras foi dominado e aceitou a derrota.
O segundo sinal veio diante do Botafogo, de novo em Araraquara. Desta
vez o Palmeiras honrou a camisa e jogou bem, os seus atletas foram ao
limite e o Verdão poderia até ter goleado, mas a maré não estava
mansa, os cariocas estiveram a frente por duas vezes, os palmeirenses
foram buscar, mas ficou apenas o empate em 2x2 no final. O Palmeiras
era vitima das falhas.
A superstição imperou e o Palmeiras levou o jogo contra o
Fluminense para Presidente Prudente onde nunca havia perdido.
Precisava muito mais que essa tradição para vencer, os cariocas
abriram 2x0, uma das bolas desviou no zagueiro Maurício Ramos para
morrer na rede de Bruno. O Verdão foi valente, empatou, poderia ter
virado, mas viu Fred fazer o terceiro e decretar a vitória do
Fluminense, o título carioca e o inferno palmeirense.
No desespero, o Palmeiras seguiu para o Rio de Janeiro. O garoto
Vinícius deu esperança, mas Vagner Love, cria palmeirense, chutou,
a bola desviou no zagueiro, marca registrada do azar alviverde, e
matou Bruno e o empate prevaleceu. A esperança morreu logo depois
quando Portuguesa e Grêmio empataram e decretaram o segundo
rebaixamento do Palmeiras em dez anos.
Jogar a Série B hoje não significa ficar esquecido, ainda mais pelo
Palmeiras estar na Libertadores novamente. Porém um time da grandeza
que tem o Palmeiras não pode cair duas vezes. A incompetência que
impera no Parque Antártica está diminuindo o clube, envergonhando o
seu torcedor, o de verdade, o que sofre calado, não os vândalos. A
instituição não merece o apequenamento.
*coluna desta sexta do Jornal Acontece
Nenhum comentário:
Postar um comentário