Faltando pouco mais de um ano e meio para a Copa do Mundo, a CBF
definiu a demissão de Mano Menezes do comando da Seleção
Brasileira. A demissão veio no momento em que Mano começava a
definir formas de jogo e até ameaçava uma melhora, mas os maus
resultados diante de seleções mais fortes e uma certa rejeição do
presidente José Maria Marim levaram a demissão.
Para o seu lugar, a CBF aposta numa lição do passado, Felipão. O
treinador que vem de uma passagem ruim no Palmeiras, apesar do título
da Copa do Brasil, a queda da equipe para a Série B foi debitada na
conta do técnico. Porém, Felipão é um bom bombeiro, apagou os
incêndios em 2002 e acabou campeão do mundo. O treinador teve
muitas dificuldades durante a parte final das eliminatórias, mas o
Brasil foi reerguido na Copa e, mesmo sem um futebol brilhante,
venceu om muitos méritos.
Assim como em 2002 Felipão recebe uma Seleção ainda não montada,
mas sem dois nomes importantes e reconhecidos internacionalmente como
eram Rivaldo e Ronaldo. A atual Seleção é jovem, a maioria jamais
jogou uma Copa do Mundo e ainda podem ser craques de representação
internacional, mas ainda não o são. Felipão terá o desafio de
manter esses jovens na equipe, mas tentar o retorno de alguns mais
experientes para dar mais segurança ao time.
A demissão de Mano foi política, principalmente por não agradar ao
atual presidente da CBF, mas também tem suas razões técnicas. Mano
demorou demais para dar ritmo e padrão de jogo ao time e mostrou uma
equipe vacilante, fora convocações que muitas vezes foram
estranhas.
Eu esperava algo diferente, Felipão é mesmice, mas já deu certo
uma vez e pode funcionar de novo. De fato a tendência é que o
selecionado tenha um acréscimo de competitividade e isso é muito
positivo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário