O São Paulo enfrentou o Atlético Mineiro no estádio Independência em um jogo que marcou a volta de ambos à Taça Libertadores. O jogo foi marcado por uma grande concentração de atleticanos e pela malandragem e qualidade de Ronaldinho que prevaleceram sobre os erros infantis da retaguarda do Tricolor.
O São Paulo entrou em campo de uma maneira que parecia boa na teoria, mas que se mostrou ruim na prática. Douglas entrou no lugar que seria de Lucas anteriormente, a ideia era permitir uma saída pela direita e marcar as descidas do lateral rival. O problema é que Douglas se mostrou ineficaz no ataque e se comportava demais como lateral, se confundia entre atacar e marcar e não era raro ver Paulo Miranda, muito menos forte no apoio, aparecer livre, mas sem qualidade para criar algo. O Tricolor estava preso, errando muitos passes, movimentação nula, o que facilitava muito a forte marcação de Pierre e Leandro Donizete. Do outro lado o Atlético movimentou muito e achava espaços no posicionamento frágil do sistema defensivo rival. Bernard, Ronaldinho, Jô e Tardelli aceleravam pra cima dos laterais são-paulinos que são fracos. O Galo massacrou na primeira etapa, criou chances e não deu uma única oportunidade do adversário assustar. Ronaldinho usou de malandragem, aproveitou uma pausa no jogo e recebeu bola da lateral e cruzou para Lúcio fazer contra e incendiar o estádio. Sem muito alarde, foi uma malandragem, faz parte do jogo, a defesa do São Paulo, em especial, Rhodolfo e Cortez bobearam, foram infantis, patéticos.
O gol abateu o São Paulo que se encolheu e sentiu. Sentiu principalmente com a falta de marcação e de movimentação. Eu não entendo a insistência de Ney Franco com Denilson. O camisa 15 erra muitos passes, não marca e é lento, ou seja, a diretoria fez uma burrada enorme ao liberar Casemiro. O primeiro tempo foi um desastre.
Na segunda etapa o Atlético sentiu a falta de ritmo de jogo e isso facilitou a vida são-paulina. Apesar disso o Tricolor passou a se movimentar mais e passou a dar vida ao jogo. A entrada de Aloísio no lugar de Douglas ajudou no aumento do volume de jogo. O empate não saiu graças a duas intervenções espetaculares de Victor. Ganso já estava em campo quando Ronaldinho disparou pela direita, o meia tricolor deu um combate tímido, deveria ter feito falta, mas não acho que deve ser criticado, Wellington, muito mais marcador, estava na sobra e o volante foi driblado ridiculamente, o jogador é bom, mas é a segunda vez que demonstra medo do adversário, ali é pra fazer falta e pronto, mesmo que a entrada seja contundente, é jogo de copa. Aliás me veio a pergunta: Onde estava Cortez que estava em tudo quanto é lugar menos guardando sua posição na ala esquerda? Parece que no Morumbi há uma maldição sobre as laterais, ninguém se acerta por ali. Assim Ronaldinho serviu Rever que ganhou fácil do péssimo posicionamento de Rhodolfo, que já merece uma avaliação mais rigorosa da comissão técnica.
Na base da guerra, o São Paulo ainda diminuiu com Aloísio que ganhou na força de Junior Cesar e cutucou para o gol. Muitos dizem que foi falta, pra mim jogada normal, futebol é assim mesmo. O Galo tentava diminuir o ritmo, mas o São Paulo teve sua última chance quando Ganso livre mandou pra fora por muito pouco.
O Atlético saiu fortalecido. O São Paulo tendo que entender qual cara pretende ter, a do primeiro tempo ou a do segundo. O fato é que o time tem opções, Aloísio merece a titularidade. Rhodolfo e Denilson estão tecnicamente abaixo do que podem. Toloí e Fabrício merecem uma oportunidade. Cañete é outro que pode ser alternativa, mas anda estranhamente preterido frente a Jadson e Ganso . O São Paulo tem opções, mas se prende demais a um esquema que era usado para favorecer seu melhor jogador que era Lucas, Lucas saiu, é preciso viver sem ele.
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