Com tranquilidade o Corinthians impôs sua maior qualidade e derrotou
o colombiano Millonários por 2x0. Os gols foram marcados por
Guerreiro e Pato. Em campo os colombianos mostraram pouca força e
foram dominados facilmente pela velha marcação forte do Timão que
não deu a menor chance ao adversário. A vitória alegrou o Pacaembu
quase vazio.
O estádio deveria estar vazio em virtude da punição recebida pelo
Corinthians por parte da Conmebol em virtude da morte do boliviano
Kevin. A questão da punição não gira em torno do que é justo,
mas sim do que é preciso para evitar condutas de risco e melhorar as
questões em torno do futebol. O Corinthians e seus demais torcedores
não tem culpa da ação de um indivíduo, mas ambos precisam ser
punidos para mostrar que a ação de um causa um prejuízo para a
coletividade, para que a coletividade entenda o quanto é nocivo este
tipo de atitude. Cumprir a punição não é capricho e sim um sinal
de respeito a Kevin e a tentativa de moralizar o futebol
sul-americano.
Entretanto, quatro torcedores entraram no estádio através de uma
liminar jurídica. Uma atitude que mostrou no mínimo uma falta de
bom senso. Os quatro não fariam e nem fizeram a diferença, não
conseguiram nem mesmo honrar a tradição de apoio em tempo integral.
O que eles e nem outros torcedores entendem é que não há nada
contra a instituição Corinthians, há a inexistência de uma vida,
há o respeito ao próximo.
A Libertadores é uma terra de ninguém. Regras são desrespeitadas.
Atitudes agressivas são toleradas e incentivadas dentro e fora de
campo. A oportunidade que a punição oferece é a de iniciar um
caminho de organização efetiva. A resistência a essa punição e a
entrada dos quatro torcedores só mostram que nossa sociedade ainda
vive de mãos dadas com o egoismo e com a falta de uma consciência
coletiva.
* Reproduzo coluna minha do site do Jornal Acontece
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