sexta-feira, 8 de março de 2013

Um meio de semana quase ruim para os brasileiros na Libertadores

Pela primeira vez na Libertadores 2013 os seis representantes brasileiros estiveram em campo na mesma semana. Não fosse a goleada do Grêmio por 4x1 sobre o Caracas e a vitória por 2x1 do Atlético MG sobre o Strongest da Bolívia, a rodada seria péssima para os brasileiros. 

O Palmeiras amargou uma derrota doída na Argentina. O Verdão ainda teve bons momentos na partida com Valdívia em uma rara boa jornada, Gilson Kleina ainda monta o time, mas a cada momento vemos um Palmeiras melhor estruturado em campo, o time esbarra mesmo na falta de qualidade técnica, nada anormal para as ambições do clube no ano.
A falta de qualidade mais apurada impediu que o Palmeiras pudesse sair vitorioso. Em seguida houve dois lances cruciais. Primeiro Vilson foi expulso sem a menor justificativa, abuso de poder da arbitragem que errou em dois lances em outros jogos, depois o Tigre chegou ao seu gol complicando o Palmeiras na tabela, seria hoje o único brasileiro fora da segunda fase da competição. Entretanto, o time sabe que tem poucas chances de disputar o título continental, seu objetivo maior é retornar a divisão de elite do futebol nacional, infelizmente a banda podre da torcida parece querer afundar mais a equipe. 

No grupo 3 o Atlético segue irresistível, o time mineiro é o time com melhor futebol entre os seis, criou inúmeras chances diante do esforçado Strongest, mas a bola teimou em não achar o gol na primeira etapa. Na segunda, porém, Ronaldinho mostrou sua qualidade ao dar belo passe para Jó completar, depois bateu penalidade para ampliar. Melgar diminuiu, mas sem tempo para qualquer coisa.
Enquanto o Galo sobra, o São Paulo sofre. O Tricolor mostra um time brigão, valente, esforçado, mas pouco coletivo e com muitos jogadores em má fase. Tudo pela insistência cega de Ney Franco com o esquema usando três atacantes, Aloísio fica torto improvisado aberto, muitas vezes afunila naturalmente o jogo. Sobra correria, falta aproximação, o que espanta é que quando o time se aproxima toca bem a bola e consegue envolver o rival.
Ainda assim a primeira etapa foi boa, o time acertou duas vezes a trave antes de abrir o marcador com Jadson. Porém, na segunda etapa o time apagou, o Arsenal levava perigo sem fazer muito esforço. O time argentino contou com a ajuda da arbitragem que marcou uma penalidade absurda de Cortez, mas o time argentino empatou. Ney mexeu bem ao colocar Ganso e Maicon, o time recuperou o meio de campo, mas o tempo passou e Luis Fabiano, em má fase, não dominou duas bolas que em outros tempos seriam sinônimo de gol. 
A situação não é desesperadora, mas inspira cuidados, o time precisa somar pontos fora de casa. Porém, os dois laterais, Luis Fabiano e a insistência teimosa nos três atacantes precisam ser melhorados. Os dois laterais são fracos, atrapalham o esquema, irritam a torcida, o São Paulo deveria ser concentrar em ter um time mais forte no meio, Ney Franco tem opções no elenco, ser eliminado na primeira fase seria imperdoável.

O Corinthians não jogou bem diante do Tijuana. O Timão teve problemas para se adaptar ao gramado sintético e sofreu com a correria do interessante time mexicano. Ainda assim o Corinthians se portou bem defensivamente e poucas chances claras foram criadas. O gol do Tijuana é discutível, ainda não cheguei a uma conclusão do lance, pode ser que esteja impedido, mas foi por pouco, erro compreensível. 
O primeiro turno do Corinthians foi atribulado por questões foram de campo, altitude, campo vazio e gramado sintético marcaram os jogos. Houve reclamação, mas Libertadores é assim, não pode escolher local de jogo. No segundo turno, o Corinthians terá a volta de sua torcida numa decisão, como sempre, conveniente da Comenbol, mas isso é outro assunto.

O Grêmio passou por cima do Caracas em atuação grandiosa de Barcos. Zé Roberto marcou dois e o time de Luxemburgo vai crescendo de produção, vai mostrando que pode resgatar a mística gremista na Libertadores.
O Fluminense abriu o marcador, mas não conseguiu vencer o goleiro Veloso do Huachipato, pior que acabou tomando um gol e não saiu do empate. O Tricolor carioca parece longe daquele time campeão brasileiro e olha que não mudou quase nada. 

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