sábado, 25 de maio de 2013

Neymar foi.


Na noite desta sexta-feira, o pai de Neymar foi convocado pela diretoria do Santos para ser informado que o clube aceitou duas propostas pelo jogador, uma do Barcelona e outra do Real Madrid, e que deixaria o atleta e seu staff decidirem o destino.

A proposta madrilenha é mais vantajosa financeiramente, mas a admiração pelo Barcelona e a oportunidade de estrelar um ataque com Messi devem pesar para o atleta. 


Neymar era falado nos corredores santistas aos 14 anos, chegou inclusive a ir para a Europa e viu a estrutura de alguns clubes. Porém permaneceu no Peixe e em 2008 passou a aparecer no banco santista. Em 2009 já foi o grande nome do Santos no vice-campeonato paulista. Em 2010 era o grande nome de um time que  jogava por música e fez um dos melhores seis meses de uma equipe nos últimos anos.
Em 2011 passou a ser a grande estrela da equipe, levando, quase sozinho, o Santos ao título da Libertadores. Em 2012 e 2013 viu uma piora significativa no elenco do Santos e se viu cada vez mais sozinho na tentativa de levar o time para as vitórias.
Não o considero, ainda, um ídolo nacional. O Santos falhou nessa tentativa, o futebol brasileiro, infestado pela rivalidade, não permite essa elevação por aqui. Talvez jogando em Barcelona conviverá menos com essas disputas e se tornará unânime. 

Neymar fez grandes coisas no futebol nacional, deu aos brasileiros aquela velha sensação de que aqui brotam os craques. Porém, é o único em uma terra cada vez menos prodigiosa em talentos. 

Também deu escorregadas como no caso em que foi responsável pela demissão do treinador Dorival Júnior. Dorival dava ao Santos o sentido de futebol ofensivo, se tivesse permanecido no clube, Neymar teria brilhado ainda mais do que na retranca de Muricy. 

A ida de Neymar para a Europa vai permitir a evolução do atleta em diversos aspectos. No aspecto técnico ele tem pouco a evoluir, já é um dos grandes, mas terá contato com outro tipo de jogo. Poderia evoluir aqui, mas iria demorar mais, e manter o craque jogando no nível de mediocridade de alguns companheiros só o atrasaria.

Não gosto quando os melhores vão embora, mas serem mantidos aqui quando o entorno não ajuda é aprisionar o talento. Quem sabe um dia teremos gente séria cuidando para que nosso futebol seja tão bom que os melhores não queiram sair e os melhores lá de fora queiram vir.

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