O atual Boca Juniors não é uma equipe de grandes talentos, distante do passado mais glorioso, porém, ainda permanece com uma camisa lendária, que ganha peso maior quando se trata da Taça Libertadores.
O Fluminense jogou bem na primeira etapa, marcou forte, pressionou, anulou Riquelme, chegou cedo ao gol. Na falta cobrada por Thiago Carleto, o desvio na barreira impediu a ação do goleiro Órion, aos 16 minutos o Tricolor fazia o resultado que levava o jogo para as penalidades. A pressão se seguiu pela primeira etapa, mas o Fluminense não conseguiu chegar ao segundo gol.
No segundo tempo, o ímpeto Tricolor foi diminuído pela imposição do jogo morno pelos argentinos, o medo de sofrer um gol também fez Fluminense não pressionar como deveria. A rigor só duas bolas foram ao gol do Boca. Do lado oposto, a equipe portenha passou a acreditar e arriscar chutes. No único vacilo do meio carioca, já passando dos 45 minutos, o Flu já se preparando para a cobrança de penalidades, quando Riquelme lançou, o meia Erbes disparou ganhando da marcação de Thiago Neves, chutou, Diego Cavalieri desviou levemente e a bola acertou a trave, na volta Cavalieri fez defesa espetacular, mas, infelizmente, a bola sobrou para Santiago Silva empatar. Na comemoração o argentino colocou a mão na cabeça de Thiago Neves num gesto de consolo e gozação ao mesmo tempo.
Não havia tempo para que o Fluminense fizesse os dois gols que precisava para a classificação. Houve um silêncio sepulcral no Engenhão, o time de guerreiros foi calado pelo brilho do Boca. Talvez se Fred e Deco não tivessem se machucado na disputa do inútil estadual, a sorte seria outra.
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