quinta-feira, 31 de maio de 2012

Oscar e o fim da novela

Esperei para  falar do litígio envolvendo Oscar, São Paulo e Internacional. Agora, com a situação resolvida, sobrou lançar um olhar sobre as nuances do caso.
Oscar era tratado no Morumbi como uma jóia, era a grande esperança da diretoria tricolor de iniciar o projeto de ter um time predominantemente formado em sua base. Porém, a idéia encontrava a resistência dos treinadores, assim Oscar teve poucas chances de atuar profissionalmente no São Paulo. Claramente veio o descontentamento, o jovem meia queria jogar e, aparentemente, deixar o Tricolor era a opção. O problema é que Oscar escolheu forçar uma saída, alegando ter sido coagido a se emancipar aos 16 anos e assinando seu primeiro contrato profissional. A coação existe sim, porém a prática é comum nas equipes, inclusive na Europa onde ofertam até emprego para pais de jovens atletas. De qualquer forma, os pais e o empresário de Oscar aceitaram a proposta do São Paulo sem questionar.
Em 2010, Oscar entrou na justiça e ganhou liminar para sair do São Paulo e acertou com o Internacional sem uma compensação ao clube formador. De certa forma, ele foi ingrato com o clube que deu toda a estrutura para sua formação como atleta. De outro lado, ele pode querer trabalhar onde quiser, porém precisava respeitar o contrato que assinou, bastava pagar a multa ou cumprir o contrato para ser "livre".
O São Paulo reagiu e ganhou em algumas esferas da justiça, numa queda de braço que fez Oscar ficar impossibilitado de atuar. A última instancia seria julgada, mas houve acordo entre as partes, o São Paulo receberá 15 milhões e Oscar jogará no Inter, o Tricolor conseguiu seu objetivo, receber a paga pelo investimento.

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