O São Paulo perdeu por 1x0 para a Ponte Preta no Moisés Lucarelli pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil. A derrota faz com que a equipe campineira jogue por um empate no Morumbi na próxima quinta. Ao Tricolor resta vencer por mais de dois gols ou por 1x0 para ir aos penaltis. Porém, se repetir a péssima atuação desta quarta vai amargar mais um vexame.
A derrota por 3x1 para o Santos no domingo gerou uma série de mudanças na equipe. Jadson e Piris perderam vaga no time, Rodrigo Caio e Osvaldo nem para o banco foram. Leão contava com Paulo Miranda como titular, mesmo o zagueiro sendo responsável direto por dois gols santista, mas a diretoria interviu e afastou o defensor, em outros tempo Leão não aceitaria essa ingerência no seu trabalho, mas não rugiu e aceitou a intervenção. As mudanças aconteceram na equipe, Douglas estreiou, Edson Silva entrou na zaga e Fernandinho entrou no ataque.
O que não mudou foi o desequilibrio do jogo da equipe. O time que entrou era composto por uma maioria de condutores de bola, toda jogada tricolor era em alta velocidade, o time correu como se não houvesse amanhã. Porém, era apenas isso, a marcação do time é extramente fraca, não foi raro ver Denilson e Casemiro, volantes, e Cortez e Douglas, laterais, no ataque deixando espaços enormes para o ataque rival. Faltaram tabelas, chutes, marcação correta, alternância entre a aceleração e a cadência. Na primeira etapa houve equilíbrio, mas na segunda só deu Ponte Preta. No lance do gol de Roger, Rhodolfo ficou sozinho e sem a menor cobertura, os laterais e volantes permitiram a movimentação livre. O afastamento de Paulo Miranda repercutiu mal na equipe e o time pareceu tão apático quanto o de 2011. Nem o penalti que o juiz deixou de dar a favor do São Paulo salvaria a péssima noite. A Ponte tem uma boa equipe que sabe a hora de defender e atacar, Caio e Ferron jogaram muito bem e, não fosse a bela atuação de Denis, poderiam ter feito mais gols.
O Tricolor parece sem forças, é muito dificil acreditar que uma semana será suficiente para uma recuperação. Diretoria, time e comissão técnica não falam mais a mesma lingua e essa situação não prometem um fim positivo.
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