domingo, 20 de maio de 2012

Chelsea na raça e com sorte

O Chelsea venceu por 4x3 nas penalidades, após um empate de 1x1 no tempo normal, o Bayern de Munique no estádio Allianz Arena na Alemanha e sagrou-se campeão da Liga dos Campeões da Europa, título perseguido desde quando o russo Roman Abramovich comprou o clube em 2003 e transformou o clube que era apenas tradicional por ter mais de cem anos, mas não era uma potência, nem mesmo na Inglaterra.

Após muitos anos de alto investimento, o Chelsea teve o menor investimento para esse ano e olha que a temporada prometia ser péssima. Os maus resultados levaram a demissão do português André Villas Boas e a assunção do cargo pelo auxiliar Di Mateo, ex jogador do clube. Com Di Mateo o time acordou, fez duas partidas defensivas incríveis diante do Barcelona e abocanhou o título da Copa da Liga Inglesa ao bater o Liverpool por 2x1.

E nessa final ante o Bayern, os ingleses mostraram a mesma bola que os levou para a final, um estilo extremamente defensivo, pouco ousado e com menos erros. Seguindo estritamente a cartilha que faz uma equipe se reerguer, apostar na defesa e atacar com inteligencia. Assim, o Bayern foi superior em todo o jogo, a equipe alemã teve mais chances, obrigou mais defesas do goleiro Cech e intervenções da zaga, sempre seguras mesmo composta pelos reservas David Luiz e Cahill. Os alemães se desesperavam a cada ofensiva não concluída em gol. O Chelsea praticamente não obrigou nenhuma defesa de Neuer. Na segunda etapa, o Bayern chegou ao gol com Thomas Muller, a partida parecia decidida, mas a sorte bafejou os Blues, dois minutos depois, Drogba empatou após escanteio e um momento de bobeira da defesa alemã.

Na prorrogação, assim como diante do Barcelona, Drogba cometeu penalidade. Porém, assim como contra os catalães quando Messi perdeu a cobrança, Robben bateu mal para defesa de Cech, a sorte definitivamente vestia azul. Na cobranças de penalidades, o Bayern vinha bem, acertou a primeira com Lahm e viu Mata perder. Daí pra frente só acertos.  Até Olic perder a cobrança, Cole empatou, Schweinsteiger mandou na trave e chorou, ainda mais quando Drogba definiu a classificação.

O Chelsea não é o melhor time da Europa, mas ganhou a competição merecidamente pela raça e disposição demonstradas. O futebol arte deve ser seguido, mas muitas vezes o pragmatismo gera bons frutos. Os ingleses tem muito o que comemorar, após perseguir a Champions League finalmente ela chegou. O destino parece ter sido o décimo segundo jogador do Chelsea.

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