Ao fim das Olimpíadas de Londres, podemos avaliar a participação brasileira nessa edição. O Brasil terminou com 17 medalhas, seu recorde até aqui, duas a mais do que em Pequim. Foram três medalhas de ouro, cinco de prata e nove de bronze, uma participação boa para nossa realidade, mas ainda longe das grandes potências.
O Judô foi o destaque com quatro medalhas, se tornando a modalidade com maior número de medalhistas. O ouro conquistado por Sarah Menezes e os bronzes de Felipe Kitadai, Mayra Aguiar e Rafael Silva foram bem comemorados. As decepções vieram com os experientes Leandro Guilheiro e Tiago Camilo que não medalharam. O caso mais triste foi a eliminação de Rafaela Silva, por golpe ilegal, mas a tristeza veio pela opinião pública que foi altamente cruel.
O judô já é tradicional, a novidade veio com Arthur Zanetti que faturou a medalha de ouro nas argolas da ginástica. Destaque também para Ricardo Sassaki que ficou entre os dez melhores no individual geral, o que não deixa de ser bom resultado. Diego Hypolito, infelizmente, caiu outra vez, Dayane dos Santos se despediu das competições e Daniele Hypolito também conheceu o chão. A ginástica vive um período de transição, antes as mulheres eram a força maior, agora os homens aparecem com nomes mais reais. A verdade é que o fim da seleção permanente atrapalhou os resultados, além disso se perdeu uma grande de popularizar o esporte quando Dayane esteve em grande nível técnico. Porém, é importante frisar que a ginástica é a mais exigente das modalidades, mesmo o último foi exigido ao máximo de suas forças.
O vôlei começou complicado para o feminino e para o masculino. Porém, enquanto as mulheres tiveram força mental para chegar ao ouro, os homens perderam na questão física. De qualquer forma as duas finais comprovam que o esporte é o melhor dos olímpicos aqui no Brasil. A diferença é que o masculino vive um processo de renovação que tem lá seus problemas. Na praia, Allisson e Emanuel foram prata e Juliana e Larissa ficaram com o bronze.
Na natação, Thiago Pereira foi prata. Cesar Cielo pareceu menos em forma, foi apenas sexto nos 100 metros e ficou com o bronze nos 50 metros, mas se retirando Bruno Fratus que foi quarto nos 50 metros, a natação brasileira parece ter involuído.
O futebol masculino não pareceu apresentar o clima olímpico em nenhum momento. O time não empolgou e quando teve um adversário de verdade na final, perdeu e foi amplamente dominado. Porém, foi a equipe feminina que pareceu perdida, não foi um time, foi um bando e isso é resultado de uma administração amadora do esporte.
Yana Marques surpreendeu com o bronze no pentatlo moderno e Robert Scheidt e Bruno Prada ficaram no terceiro lugar na classe Star na vela.
O boxe fez bonito. Adriana Araujo foi bronze. Os irmãos Falcão também medalharam, Yamaguchi foi bronze e Esquiva por muito pouco não foi ouro. Alguma coisa boa foi feita no boxe nos últimos anos.
O basquete masculino ressurgiu bem, já o feminino não passou da primeira fase. As meninas do handebol mostraram evolução e fizeram boa campanha. Porém, foi a má participação do atletismo que mais preocupou, pois saiu de Londres sem medalhas e sem muita perspectiva.
O que se percebe é que os resultados bons não possuem continuidade e o Brasil vive as alternâncias e isso compromete a performance visando os jogos olímpicos de 2016. A verdade é que enquanto o esporte não for forte no país e não for elemento primordial nas escolas, dificilmente o será em escalas mundiais.
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